Estranha mutilação. Um corpo é apenas um corpo. Vontade de o quer sujar, destruir, consumir, desgastar, saciar. Querer afastar a procura da esperançar e o prazer carnal da penetração. A mais pura e crua verdade reside no desejo atento dos olhos cansados que observam. Qual o nosso caminho, será que realmente temos um caminho ou o caminho é apenas uma motivação? Será mesmo que existe um lugar ou o lugar que procuramos é apenas este onde estamos. Tristes daqueles que julgam conhecerem-nos sem terem uma ideia de si próprios, dão-nos uma mão e com a outra empurram-nos para o abismo. Seres carentes que não aceitam o calor de um sorriso, a leveza de um toque, a pureza de um beijo inocente. Quanto mais dou mais vontade tenho de perder, de me perder, de me esquecer. Sou a confidente... sou mão tremula, sou corpo dorido, sou escape, sou lufada de ar fresco, sou fantasia... mas nunca serei opção!
Viajar na música, viajar pelo mundo, conhecer pessoas, respirar o ar puro do verde campo, escrever poesia, amar o momento, amar as pessoas... Observar os movimentos, pintar o tempo, descrever as sensações, sentir as emoções...
10 de abril de 2010
Estranha mutilação. Um corpo é apenas um corpo. Vontade de o quer sujar, destruir, consumir, desgastar, saciar. Querer afastar a procura da esperançar e o prazer carnal da penetração. A mais pura e crua verdade reside no desejo atento dos olhos cansados que observam. Qual o nosso caminho, será que realmente temos um caminho ou o caminho é apenas uma motivação? Será mesmo que existe um lugar ou o lugar que procuramos é apenas este onde estamos. Tristes daqueles que julgam conhecerem-nos sem terem uma ideia de si próprios, dão-nos uma mão e com a outra empurram-nos para o abismo. Seres carentes que não aceitam o calor de um sorriso, a leveza de um toque, a pureza de um beijo inocente. Quanto mais dou mais vontade tenho de perder, de me perder, de me esquecer. Sou a confidente... sou mão tremula, sou corpo dorido, sou escape, sou lufada de ar fresco, sou fantasia... mas nunca serei opção!
9 de abril de 2010
Era o lugar que a entristecia, que a empurra para o fundo do poço. Achava as pessoas estranhas e não conseguia perceber que, no fundo, ela é que se sentia estranha naquele lugar. Os rostos que via já não eram os mesmos rostos a que estava habituada. Sentia-se sozinha, abandonada, esquecida na imensidão do mundo. Procurava mil formas de inventar o tempo de descanso e acabava por adormecer no sofá frio da casa. Sempre a mesma casa, que revelava memórias esquecidas, momentos vividos, rostos apagados para sempre. Queria acreditar que era possível concretizar os sonhos, que era possível transformar lugares feios em vales encantados, que era possível sonhar contos de fadas...
3 de abril de 2010
24 de março de 2010
No meu íntimo, não sei porque mas não consigo perceber... que o desejo sempre vêm antes da vontade , que o tempo sempre vêm antes da saudade. A realidade é confusa, difusa e, por vezes, cruel... Quisera eu encontrar caminhos com saída em vez de estradas de alcatrão. Subitamente faz falta o que vai cá dentro! Apenas a oportunidade de poder pairar sobre as coisas sem medo da queda ou sem sequer pensar na queda é um momento de liberdade, é o meu momento. Ninguém sabe o que é ter medo do presente, ninguém sabe o que é ter medo de cair na primeira tentativa de voou. Quero estar sempre assim. Sim, assim, tranquila mas ciente das minhas dores e das minhas fraquezas. A tua mão no meu rosto e o teu sorriso fazem-me querer continuar a sonhar que podemos ser felizes, um dia, qualquer dia, algures, aqui ou ali. Sorrio para ti...
21 de março de 2010
E porque hoje é o Dia Mundial da Poesia...
"um dia quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei entre os teus braços. a tua pele será talvez demasiado bela. e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor. um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada de um velho, estarei contigo (...)"
11 de março de 2010
DELETE... RESTORE... O ponto de saturação!!! Sustento a respiração, faltam apenas escassos momentos!
E a vida? Já alguma vez se questionaram sobre a vida, sobre o seu conteúdo? Seres magníficos que vivem na escuridão e não buscam a luz. Será a vida os momentos que respiramos ou os momentos que ficamos sem ar ou os momentos de prazer carnal? Não será a vida as energias que trocamos, os suores que se entrelaçam, os olhares que se penetram, os sorrisos que se retribuem, as noites vagabundas que desejamos congelar. Quero a vida sempre assim... Onde quer que estejas, quem quer que sejas, o que quer que faças, eu serei sempre assim... vagabunda da noite escura que te entrelaça as mãos à volta do peito e te suga de amor. E, de repente, morri!! Não sei despedir-me, não sei permanecer na cama de quem me fode, não sei esquecer que foi sonho destemido de quem vive atormentado. Apago a luz, imagino todas as vidas possíveis que podia viver, imagino todas as pessoas possíveis que podia ser, imagino todos os caminhos possíveis que podia seguir e não consigo parar a obsessão constante dos meus pensamentos furtivos. Dói-me o corpo de foder sem amar, dói-me o coração de gostar sem sentir, dói-me a vista de olhar sem tocar, dói-me as pernas de caminhar sem destino, dói-me a boca de beijar sem penetrar. Que loucura. Sim, que loucura as noites vagabundas que me deitam ao chão e me adormecem de corpo vazio...
4 de março de 2010
Meus homens, afinal tenhais razão. Que posso eu querer de vós, seres envelhecidos, de corações destroçados? Serei nova, serei tão nova quanto posso ser e viverei de forma intensa. Não, não preciso de ter vergonha, de me esconder, de ser má para o mundo, de ser cruel comigo própria, apenas terei de assumir o que sou. E vós? Seres abundantes de sabedoria e ausentes de amor, perdidos à procura da vossa própria essência, olhai-vos ao espelho, vedes no que vos tornaste? É verdade. Não preciso de homens que me aquecem a alma, de homens que me fodem até ao orgasmo, de homens que me querem fazer crer que sou especial. Eu sou especial, idêntica a mim própria. Sou o grito penetrante do eterno sorriso fatal. E vós homens, o que sereis? Talvez seres de mãos rugosas, de corações vazios, de vidas gastas. Não quero, realmente não quero. Não quero partilhar com vós a minha juventude, a minha inocência, a minha criancice, o meu sorriso, o meu eterno sorriso. Sereis, pois, velhos demais para mim e eu serei, pois, nova demais para vós.
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