11 de dezembro de 2012



Bebo um copo de água e sufoco as lágrimas que já não me caem
Houve tempos em que tudo parecia fácil,
quando olho para o rosto de uma qualquer criança tudo ainda me parece fácil…
um gole de chá e trinco a língua no calor da lua
Abstracto não são os poemas são o tempo de estranheza
De tudo ser sempre tão cansativo
Escorro nas veias de quem me acolhe e o tempo perdido
Não sobra, ouviste? O tempo não sobra, o tempo nunca sobra
Uma mesa para três, uma trinca na maça
E já estou aqui, mesmo onde fiquei
Atracada nas vaidades de uma vida oca
bebo um whisky
Por ti
Por mim
Pelo que não nos mata
Mas torna-nos mais fortes
Sigo caminho pela estrada que não sei o caminho
E deslizo sempre pelo gosto na boca da saudade
(...)