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28 de abril de 2011



Penso na casa antiga
onde brincava quando era criança,
mas depois os meus pais separaram-se,
o sol escondeu-se
e a velha casa chorou.
Até hoje a velha casa sorri
quando na rua passo por ela.
Depois descobri o campo
e percebi o valor da velha
casa antiga.
Agora vou de metro,
pessoas saem,
pessoas entram,
deslocam-se em rebanho
mas não estou no campo.




Um dia, irei ser velha e continuarei
a passar pela casa antiga,
que em tempos me trouxe alegrias.
Lembrar-me-ei, certamente,
das memórias que sei que guardas de mim...
e feliz abraçar-te-ei até que a 
minha alma caia no fim dos dias...

9 de fevereiro de 2009

A que sabe a saudade?

A que sabe a saudade? Será que alguém me pode explicar?
De que nos serve a saudade?

Tenho tantas saudades de tanta coisa que não sei se algum dia conseguiria matar todas as saudades que tenho de tantas coisas que tenho saudades...

Tenho saudades de Beja... aquela cidade, meia perdida, meia encontrada ali no meio do Alentejo... Vivi tanto lá que não sei explicar o carinho que ficou cá dentro... os momentos que guardo do meu lado esquerdo do peito... tenho saudades de cheirar o verde doce campo que abarca todo um Alentejo...

Tenho saudades dos amigos que foram, que ficaram, que virão...

Tenho saudades de ti e de mim...

Tenho saudades do toque delicado das tuas mãos...

Tenho saudades do teu indiscreto olhar...

Tenho saudades da tua boca molhada nos meus lábios...

De tanta coisa que não conseguiria recordar-me de tudo o que tenho saudades... Mas não nos serve de nada, vão-se os momentos e ficam as saudades, vão-se as pessoas e ficam as saudades, vão-se os tempos e ficam as saudades... a saudade fica sempre e não nos serve de nada...